sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sobre MILTON SANTOS...


Apresento aqui uma boa dica de leitura, leitura esta, que fundamenta essa minha nova postagem:

- Por uma Outra Globalização, livro de Milton Santos
- Revista Caros Amigos/Dezembro do ano 2000.

Ao falar de Milton Santos, geógrafo conceituado, lembro-me da aula da professora PENHA, onde foi abordado temas como território, lugar, sociedade, globalização, e etc.
O espaço geográfico, o lugar e o território sempre foram conceitos priorizados por esse autor, pois segundo ele, o espaço geográfico sempre foi objeto de compartimentação, fato que se acelerou com o processo de globalização. Nesse sentido, o geógrafo enfatiza que a Terra é compartimentada não apenas pela ação direta do homem, mas também pela sua presença politica, onde ele afirma que nenhuma fração do planeta escapa a essa influência. Seguindo sua linha de raciocínio, pode-se analisar que todo e qualquer pedaço da superfície terrestre se torna funcional às necessidades, usos e interesses de Estados e empresas nesta fase da história.
Milton Santos ressalta que o território quanto lugar são esquizofrênicos, porque de um lado acolhem os vetores da globalização, que neles se instalam para impor sua nova ordem, e, por outro lado, nele se produz uma contra-ordem, porque há uma produção acelerada de pobres, excluídos e marginalizados.

Diante disso, fica clara a sua idéia de território como espaço da contradição, onde em frente a restaurantes caros estão pessoas que passam fome e ao redor de condomínios de luxo aparecem grandes favelas.

Lais C. Santos
Estudante UFSB/2014.

ANÍSIO TEIXEIRA: Educação e Sociedade



Aprendemos na aula da professora PENHA ROCHA, sobre o educador Anísio Teixeira... Homem público que defendeu, acima de tudo, uma educação qualitativa e eficiente para todos. Para ele a educação não poderia ser vista como um privilégio para determinadas classes. Nesse contexto, tanto na sua obra literária como nos cargos públicos que ocupou visou uma universalização da qualidade de ensino, seja no básico, médio ou superior.
Para isso, entendia que a escola deveria formar o aluno para a vida em sociedade, garantido-lhes conhecimentos além do meramente intelectuais. Era necessário que os discentes fossem formados em sua plenitude (ter conhecimentos sobre a cultura brasileira, higiene, cidadania) concebendo, por exemplo, uma escola como um espaço real no qual a criança pudesse praticar uma vida melhor, tendo aceso a livros, revistas, estudo, recreação e saúde. Para o ele, a democratização do ensino passava, necessariamente pela valorização do educador, valorização esta, que deve ser tratada com seriedade.
Nesse sentido, era a favor de uma escola pública e gratuita a todos, bem como a favor de uma educação voltada para o desenvolvimento, que realmente habilitasse a juventude brasileira à tomada de consciência do processo de autonomia nacional.

Por sua vez, era contra, além da educação como processo exclusivo de formação de uma elite; o analfabetismo; a evasão e a repetência da criança na escola; a seletividade exacerbada no ingresso às universidades; o esvaziamento do ensino superior e escolas improvisadas ao invés da expansão e fortalecimento das boas escolas. Assim, repudiava o ensino que serveria como adestrador de conhecimento.

Laís C. Santos
Estudante da UFSB/2014

Vocês conhecem MARCOS BAGNO?

Falar sobre a língua brasileira nos envolve e nos fascina devido a sua riqueza...

Marcos Bagno, professor de linguística, escritor, tradutor e pesquisador foi o assunto da aula da professora PENHA. Como já era de se esperar, aprendi coisas novas no que diz respeito ao uso da linguagem e o nosso modo de falar.

Escolhi o livro "A Língua de Eulália" para falar um pouco mais sobre essa temática, porque é um livro excelente, de fácil compreensão, que aborda a existência de realidades diferentes de linguagem, pois mesmo quando a forma de falar não se encaixa na "norma-padrão", não pode ser considerado erro. No livro, as personagens nos leva a reflexão sobre o português padrão e o português não padrão, explicando assim as variações existentes em nossa língua. Variações estas, que são fundamentais para para que haja uma maior compreensão e um menor preconceito.

Recomendo a leitura...


Laís C. Santos.
Estudante da UFSB.
Livro adquirido em 2009.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

E vamos falar sobre LUIS FERNANDO VERÍSSIMO...

Em mais uma noite de conhecimento no Colégio Universitário da UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA, fomos apresentados ao texto "O gigolô das palavras", do grande escritor Luís Fernando Veríssimo...





A professora PENHA ROCHA, em sua brilhante didática, nos apresentou o belíssimo texto, o qual nos fez refletir sobre a linguagem como forma de comunicação. De forma bem humorada, simples e franca o autor nos passa questões importantes que dizem respeito a importância da gramática, de forma que me fez fazer a seguinte análise: Um texto, mesmo que não esteja escrito de acordo com as regras gramaticais, ainda assim pode ser compreendido, assim como afirma o autor "Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo". Porém, devemos levar em consideração, que em várias situações será exigido o uso da escrita baseada nas normas gramaticais, como por exemplo, na realização de um Concurso Público, Provas de Vestibulares, entre outros...

Outra análise, diz respeito ao domínio das palavras, pois é preciso o exercício constante da leitura e da escrita, pois através do treino cria-se uma certa intimidade com a gramática e também fala que devemos evitar escrever e falar palavras difíceis, que não são do nosso conhecimento para que possamos evitar erros, contradições e falta de compreensão.

Segue link com o texto na íntegra, para que todos os leitores desse blog possam se deliciar com a sabedoria de Veríssimo...

http://cursinhocaicara.wordpress.com/2011/08/12/texto-o-gigolo-das-palavras/#more-51

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

MAFALDA x TURMA DA MÔNICA

Nossa proposta de atividade hoje, visa analisar as tirinhas da Mafalda em comparação as tirinhas da Turma da Mônica

Devo julgar as tirinhas de Mafalda com características ideológicas implícitas, os  textos  na sua íntegra não revela apenas um registro de palavras, mas sim uma visão globalizada propondo fatores externos de contextos polêmicos, filosóficos, políticos ou culturais. Geralmente o texto apresenta uma linguagem sociocomunicativa, irônica e bem humorada, ela  é a porta-voz de todas aquelas questões que os leitores de suas tiras gostariam de ter: a coragem de colocar para o mundo, mas que nem sempre conseguem fazê-lo. Mafalda consegue envolver o leitor de modo crítico, inteligente  e sensato. As tiras da Turma da Mônica induzem a produções educativas que tratam de respeito, diferenças e ecologia, onde seus personagens vivem aventuras que divertem e ajudam na formação das crianças sem pretensões de criticar ou fazer apologias de problemáticas políticas.



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Caetano Veloso - Língua

A proposta de atividade é analisar a letra da música de Caetano Veloso "Língua"

Analisando a letra, pude notar que o compositor se refere a pluralidade presente na língua brasileira, de forma que é possível fazer uma breve diferenciação entre a língua portuguesa e a língua brasileira. A riqueza da nossa língua surpreende, em se tratando de sotaques e o modo de falar, revelando a força da língua brasileira, por isso Caetano enfatiza esse jeito peculiar que o brasileiro tem de falar e se comunicar.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

MAQUETE - BACIA HIDROGRÁFICA.


Na maquete acima, representamos os rios da nossa região.
Nos mostrou como o trabalho em Equipe é fundamental.

E complementando a Experimentação do Sensível: ELEMENTO ÁGUA, destacamos o Rio Cachoeira.

Ótimo trabalho da turma de ABI-LI da UFSB.
Parabéns a professora Fabiana Félix.

IV Experiência do Sensível: OS SONS AO NOSSO REDOR!

Estamos na IV Experiência do Sensível e a cada atividade me surpreendo. 

Fomos incentivados a ouvir o som ao nosso redor, observar mais o nosso cotidiano e não só ouvir por ouvir, mas sim prestar atenção nesses sons. De forma que escolheríamos 06 períodos do dia para gravar os sons durante 1 minuto. No outro dia, apenas ouviríamos os sons para depois resumir em forma de texto o que foi percebido nessa experiência.


O resultado disso, nos leva a uma reflexão que ao gravar o som, temos a oportunidade de ouvi-los novamente e sem o recurso do "play - pause" os sons tornam-se mais difíceis de serem notados.


Descrevo aqui os sons que fazem parte da minha rotina:


01- Despertador tocando, água da torneira caindo e som dos meus próprios passos.


02- A voz da minha filha, cachorros latinos na vizinhança e talheres.


03- A música no carro, buzinas e pessoas conversando.


04- Som do ventilador, vozes, som das teclas do computador.


05- Televisão ligada, motor de moto, mais vozes e som de carro fazendo propaganda de loja.


06- Celular tocando, água do chuveiro e televisão ligada.

III Experiência do Sensível: A FOLHA DO JAMBO.

Em nossa 3ª Experiência do Sensível, surgiu uma proposta diferente de experimentação. 

A instrução para a realização dessa atividade se deu da seguinte forma: Ao ouvir detalhadamente a descrição de um tipo de folha, todo os alunos iam desenhando num papel em branco, deixando a imaginação fluir livremente.

A atividade nos fez refletir sobre nosso olhar atento ao ambiente que nos cerca e a nossa sensibilidade para ouvir. 

Só ao final, revelou-se que tratava-se de uma folha da árvore do JAMBO. Folha esta que chama atenção pela forma como elas se agrupam e pela sua linda textura.


II Experiência do Sensível - ELEMENTO: ÁGUA.

Continuando a Experiência do Sensível... Dessa vez temos o elemento: água.

A água que é fonte de vida e está presente em grande parte do nosso Planeta, é um importante elemento para nossa sobrevivência. Infelizmente, a nossa região sofre por ter um rio extremamente poluído. O RIO CACHOEIRA, faz parte da história de Itabuna, onde muitas famílias tiravam seu sustento com pesca e até mesmo lavando roupas, onde as crianças podiam brincar e ter lazer.

 Devido aos esgotos que são despejados, sem tratamento, o Rio Cachoeira, hoje grita por socorro.


Hoje, as famílias que moram nas margens do Rio Cachoeira, lamentam profundamente o estado em que o rio se encontra, clamando ao poder público, devidas providências. 

Deixo aqui, a minha garrafa com água que foi coletada numa parte do Rio, próxima a minha casa, como forma de fortalecimento do vínculo existente entre como era o Rio antes e como está atualmente.



Laís C.
Estudante UFSB/2014.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

I Experiência do Sensível - A COR DA TERRA

Na primeira atividade proposta por um dos professores da UFSB, onde eu deveria recolher uma certa quantidade de terra que representasse um pouco da minha história, pude recordar um momento muito importante na minha vida: a maternidade.

Compartilho com vocês, agora, a minha primeira experiência do sensível:



O local escolhido para coletar um pouco da terra, foi o hospital Manoel Novaes em Itabuna. E o ambiente tem um significado na minha vida, pelo fato de ter sido lá que vi pela primeira vez o rosto da minha filha e também pelas emoções que vivi desde o momento do parto até os dias difíceis que passei lá devido a uma complicação que deixou minha filha na UTI 10 dias. Esse período foi um marco na minha vida, que passei por uma fase de transição da adolescência para a “vida adulta”. Foram 10 longos dias em que praticamente morei no Hospital e tive um misto de emoções. Acredito que a maternidade é o momento único na vida de uma mulher, é o 1º passo pra uma aprendizagem que nunca tem fim e dessa forma, foi no hospital que eu vi minha filha pela 1ª vez, ouvi o 1º chorinho, troquei pela 1ª vez a sua fralda, amamentei, até o dia em que ela recebeu alta e eu enfim pude levar ela pra casa. Hoje, minha filha já está perto de completar 03 anos e quanto ao período da UTI, ela foi muito bem cuidada pela equipe de médicos e enfermeiros e hoje é uma criança saudável. Lá aprendi também questões que estão ligadas a fé, expectativa, superação e amor. Fiz amizade com outras mães que também estavam na mesma situação que eu e dessa forma compartilharam comigo a dor de não poder sair com o filho nos braços, mas que hoje podemos nos encontrar e relembrar aquele momento A rotina de uma UTI Neonatal não é fácil, mas muitas histórias como a minha tem finais felizes.
Esse é o meu relato!


Obrigada.